E se você se permitisse viver sem a pressão de ser produtivo o tempo todo? Em uma sociedade que nos cobra desempenho constante, talvez seja necessário, antes de tudo, nos questionarmos e sermos menos duros conosco.
Muitas vezes, ficamos presos à ideia de que tudo o que fazemos precisa ter um propósito maior, que nossos hobbies e interesses pessoais devem ser úteis, produtivos ou até gerar algum retorno financeiro. Mas e se a verdadeira liberdade estivesse em fazer algo simplesmente porque nos faz bem?
Há um valor imenso em momentos de tranquilidade, quando nos entregamos a uma atividade simples, sem a pressão de ser excelente ou de alcançar reconhecimento. O valor não está na performance, no resultado ou no olhar do outro, mas no impacto que isso tem sobre o nosso bem-estar, nosso desejo e nossa vontade.
Quando nos permitimos essa liberdade, nos reconectamos com uma alegria mais genuína, sem as amarras do “dever ser” ou do “dever fazer”. Talvez a graça da vida esteja justamente aí: em prazeres descomplicados, na leveza de fazer algo que não precisa dar em nada, mas que nos deixa inteiramente felizes.
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