Você já se perguntou se a sua flexibilidade é genuína ou apenas uma forma de manter o controle? Muitas vezes, ao nos adaptarmos constantemente às pessoas e situações, parece que estamos sendo compreensivos. Mas, na prática, essa “flexibilidade” pode ser uma estratégia para evitar conflitos, rejeição ou desconforto.
O comportamento parece passivo, mas a função é ativa: uma tentativa de manipular o ambiente para reduzir ansiedade. Concordar apenas para evitar atrito, não expressar opiniões, aceitar demandas extras ou ajustar-se constantemente para não errar são exemplos comuns desse tipo de adaptação.
A flexibilidade genuína, por outro lado, nasce dos valores pessoais. Ela envolve ouvir feedback sem se sentir atacado, adaptar planos mesmo com desconforto e dizer sim a oportunidades alinhadas com o que é importante, ainda que exista medo.
A diferença está na função:
Nem toda flexibilidade é saudável. Por isso, vale se perguntar: essa escolha nasce dos meus valores ou do medo de perder o controle? É uma decisão consciente ou uma resposta automática à ansiedade?
Esses exemplos são um convite para que você comece a se observar com mais atenção, permitindo que, aos poucos, a flexibilidade genuína se sobreponha à flexibilidade guiada pelo controle.
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