Você já parou para pensar no quanto escrever livremente pode ser um recurso terapêutico potente para a regulação emocional? A escrita amplia a consciência sobre o que sentimos, convida à autorreflexão e ajuda a organizar aquilo que, muitas vezes, está confuso ou silencioso dentro de nós. É um gesto de presença e de cuidado.
Muito antes de compreender o significado disso, a escrita já fazia parte da minha vida. Guardo até hoje alguns caderninhos antigos, onde registrei emoções, pensamentos, acontecimentos marcantes e também os cotidianos. Nem sempre escrevia com frequência, mas sempre com intenção. Era um espaço íntimo de elaboração, uma tentativa de externalizar aquilo que, internamente, eu ainda não conseguia compreender.
Hoje, consigo enxergar com mais clareza o quanto essa prática me ajudou a atravessar fases difíceis, a acessar sentimentos difíceis de nomear e a cultivar um olhar mais atento e compassivo para mim mesma. Quando escrevemos sobre nós sem julgamentos, colocamos nossas experiências em evidência e, ao fazer isso, podemos acessá-las de uma nova maneira.
Aquilo que eu fazia de forma espontânea, hoje reconheço como Escrita Expressiva. Somada ao processo terapêutico, ela se torna um recurso ainda mais potente de autoconhecimento e regulação emocional. A escrita pode ser esse lugar de pausa, escuta e transformação, uma forma de dar contorno ao sentir e ao silêncio.
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